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“Temer traz alívio político para tirarmos Brasil do atoleiro”, afirma Marconi

O governador Marconi Perillo afirmou nesta sexta-feira, dia 13, ao participar da abertura da 71ª Exposição Agropecuária do Estado de Goiás, que a posse do presidente interino Michel Temer trouxe “um alívio político em relação à tensão política que cria as condições necessárias para que o Brasil saia do atoleiro econômico”. Marconi, que participou da solenidade de posse da equipe ministerial e do primeiro discurso de Temer, disse que a decisão do presidente interino de convidar técnicos com respeito no mercado e parlamentares para a Esplanada dos Ministérios aponta para um amplo pacto de governabilidade.

“Agora é hora de conciliação”, disse Marconi em entrevista, após afirmar que sentiu “certo alívio político ontem”. “(Senti) uma distensão política – o clima esteve muito pesado nos últimos meses. Senti um alívio em relação à tensão política que havia. Precisamos de serenidade, de solução para os problemas, e não de briga. A população está cansada de briga”, afirmou. “Estou confiante de que, com a base congressual, o novo presidente e medidas consistentes, podemos começar a tirar o Brasil do atoleiro econômico”, afirmou.

O governador destacou a participação do goiano Henrique Meirelles, como ministro da Fazenda, na nova equipe. “Henrique Meirelles terá habilidade suficiente para buscar uma boa negociação que garanta recursos para União, mas que garanta também fôlego pros estados”, disse o governador. Marconi afirmou que Temer demonstrou também estar disposto a atender o pleito dos governadores, apresentado por Goiás, de discutir a revisão e o fortalecimento do Pacto Federativo.

“Tínhamos conversado sobre isso, há cerca de 20 ou 25 dias. Ele me disse que iria chamar os governadores para falar sobre isso. Sugeri a ele corte de ministérios, de cargos comissionados, discussão dos temas federativos com os governadores. Ontem ele falou isso tudo. Fiquei feliz com o que ouvi”, disse. Segundo o governador, o discurso de Temer foi “uma sinalização positiva para uma agenda que possa garantir a retomada dos investimentos, abrindo novo ciclo de prosperidade”.

A entrevista
Leia, abaixo, a íntegra da entrevista do governador Marconi Perillo sobre o governo de transição:

Posse de ministros e primeiro pronunciamento de Michel Temer
“Senti certo alívio político ontem. Uma distensão política – o clima esteve muito pesado nos últimos meses. Senti um alívio em relação à tensão política que havia. Precisamos de serenidade, de solução para os problemas, e não de briga. A população está cansada de briga. Quem está pagando o pato por conta da crise política e econômica é o povo, com os juros mais altos do mundo, desemprego – são 11 milhões de desempregados –, inflação alta, menos poder aquisitivo. Isso tudo incomoda e atrapalha o povo.
Os governos têm de se entender para que o povo tenha uma vida melhor. Saí de lá mais tranquilo. Os ministros são meus amigos, meus conhecidos da Câmara e do Senado, de outros governos. Senti que teremos uma abertura boa. Teremos um goiano comandando a economia. Será o homem mais importante do governo. Ele tem experiência, já provou que é capaz. Estou confiante de que, com a base congressual, o novo presidente e medidas consistentes, podemos começar a tirar o Brasil do atoleiro econômico”.

Proposta de Pacto Federativo
“Tínhamos conversado sobre isso, há cerca de 20 ou 25 dias. Ele me disse que iria chamar os governadores para falar sobre isso. Sugeri a ele corte de ministérios, de cargos comissionados, discussão dos temas federativos com os governadores. Ontem ele falou isso tudo. Fiquei feliz com o que ouvi.  É uma sinalização positiva para uma agenda que possa garantir a retomada dos investimentos, abrindo novo ciclo de prosperidade. Na chegada e na saída, conversamos um pouco. Ele me disse que quer me chamar logo pra uma conversa, e eu sugeri a ele que chame logo os governadores, pra nós conversarmos um pouco sobre o Brasil”.

Privatização da Celg
“Infelizmente, estava tudo certo. Por conta do impeachment, a presidente Dilma pediu pra segurar. Agora, a Celg não é um problema de Goiás apenas. É fundamentalmente um problema federal. A Celg é federalizada, e ela não pode entrar em colapso, ela precisa ter uma solução rápida, porque tá tendo prejuízos, e, à medida que ela for privatizada, nós vamos ter dinheiro pra novos investimentos, garantindo a melhoria do sistema, a melhoria da energia que é entregue aos consumidores, e também obras que vão garantir o atendimento a novas demandas dos consumidores residenciais, comerciais, industriais e do agronegócio”.

Participação do PSDB
“Não diria que esta é a hora. O ideal é que nós tivéssemos ganhado as últimas eleições. Agora, o que eu defendi sempre é que, se o PSDB ajudou a aprovar o impeachment, o PSDB tem a responsabilidade de ajudar a governar, de ajudar a fazer a travessia. Não adianta a gente ficar pensando só em 2018, pensando em projetos pessoais, partidários,  se o Brasil não conseguir chegar em pé a 2018. Então, o que eu defendo é que todo mundo ajude, todos que puderem ajudar, ajudem, pra que as coisas deem certo. Não dá pra gente ficar torcendo pro quanto pior melhor, é preciso colaborar. Eu não sou do PMDB, mas vou ajudar, porque estou ajudando o meu País e, consequentemente, as pessoas que estão sofrendo tanto por conta da crise econômica”.

Negociação da dívida dos estados com a União
“Terá que haver uma solução, porque, se o próprio STF chamou para uma arbitragem, uma negociação, é porque há interesse por parte do STF de que as partes se entendam. Esse assunto está judicializado hoje. Agora, é hora da conciliação. Henrique Meirelles terá habilidade suficiente pra buscar uma boa negociação que garanta recursos pra União, mas que garanta também fôlego pros estados”

Debate sobre as reformas estruturantes para o País
“Acho que haverá vontade política. Na verdade, se o presidente realmente tiver essa capacidade que ele sempre teve, que ele acenou ontem à Nação, ele vai conseguir, porque ele montou um ministério congressual. É como se nós estivéssemos vivendo um parlamentarismo. No regime parlamentar – na Inglaterra, na França – a presença de parlamentares é muito alta. E ele fez isso. Ele fez isso exatamente, na minha opinião, pra garantir governabilidade e aprovação das reformas”.

Gabinete de Imprensa do Governador

 

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