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Minha comunidade, sua comunidade, nossa comunidade!

Como você definiria qual é sua comunidade? Pelas pessoas? Pelo espaço geográfico? Pela categoria profissional? Pela condição social? Pela etnia? Enfim, qual é verdadeiramente o elemento que usamos para definir qual é nossa comunidade, ou quem é nossa comunidade?

Parece que vivemos um apartheid do subconsciente no que diz respeito a não conseguirmos enxergar o problema que ocorre na rua vizinha, no bairro vizinho, piorou no bairro distante e desassistido pelo poder público, e, por nós esquecidos.

A palavra “Comunidade” remete à qualidade de COMUM, e a melhor definição para esse comum seria: tudo aquilo que é partilhado com outro ou outros; em conjunto com outro ou outros. Ora, dentro do contexto municipal o que compartilhamos sem distinção ou segregação?

Não duvido que as respostas serão por aclamação: A insegurança, a deficiência de coleta de lixo, a má conservação das áreas verdes, a deficiência de serviços de saneamento básico, a deficiência na saúde pública e os mais famosos que não saem das bocas dos cidadãos, das redes sociais e de todos os meios de comunicação, os famigerados buracos no asfalto.

Então, se levarmos em conta o que compartilhamos de problemas do ponto de vista da ausência do ESTADO (poder público) em nossas vidas, todos os cidadãos vivem em comunidade, sem fronteiras geográficas, de classe, categorias profissionais, etnias etc., embora nunca se unam por um bem comum, pois há quem diferencie, por exemplo, o buraco do asfalto da Etapa A, do buraco do asfalto do Pacaembu, há  a quem diferencie a falta de remédio do posto do Araruama, da falta de remédio do posto do Valparaíso II ou Céu Azul e assim por diante.

Isso falando apenas do comum que é visível, mas e o comum invisível? Pois, se eu não consigo enxergar uma dificuldade de um vizinho, ou a miserabilidade da família da rua abaixo, como vou conseguir enxergar o problema da família do bairro que fica do outro lado da BR, do outro lado do Córrego, do outro lado da linha do trem?

O que mais ouvimos é: “Nossa, eu queria muito fazer algo por minha comunidade, mas não sei por onde começar.” A resposta é simples, comece por enxergar quem mais precisa de um auxilio ou ajuda, sem delimitar ou definir quem é de sua comunidade apenas pelos limites geográficos ou qualquer outro, e o mais importante, se realmente quer ajudar alguém olhe para cada bairro, cada família, cada indivíduo de Valparaíso como sua comunidade.

Sim sua comunidade, todo bairro de Valparaíso é nossa comunidade, pois quando precisamos dos serviços de uma doméstica ou diarista vamos busca-las no bairro longínquo, quando queremos um mecânico ou marceneiro atravessamos a BR, quando queremos lojas, bares e restaurantes “badalados” atravessamos a BR e vice versa, aquele mestre de obras que mora no Pacaembu é o melhor da cidade? Então, ele só é de sua comunidade quando você precisa dos serviços dele?

Por que eu devo defender ou lutar apenas pelos interesses da minha “província” cujos bairros já parecem ter sido feitos para segregar classes tipo “A, B, C, D, E”? Será que a lâmpada queimada da minha rua é mais urgente do que a lâmpada queimada do Pacaembu?

E aí não poderia me omitir em dizer que certos serviços públicos só são realizados quando há uma “indicação”, ou um “requerimento” de um parlamentar. Esse é o papel de um parlamentar eleito pelo povo? Tornou-se evidente que alguns serviços públicos hoje no município são moedas eleitorais ou eleitoreiras, pois não me canso de ver parlamentares postarem nas redes sociais suas boas indicações de trocas de lâmpadas, suas boas indicações de roçagem e carpina, boas indicações de coleta de lixo, tudo isso no bairro X seu território eleitoral. Qual o critério que a administração utiliza para atender uma indicação de um parlamentar e não atender um requerimento de um cidadão?

Seria necessário um parlamentar deixar seus afazeres para viver indicando onde a administração deve prestar o serviço público? Então, restam dúvidas que todo o Valparaíso de Goiás é nossa comunidade? Não, não tenham dúvidas todos os bairros de Valparaíso de Goiás devem ser considerados nossas comunidades, pois, hoje todos padecem dos mesmos males, abandonos, omissões, desrespeitos, precisamos enquanto cidadãos nos unir em torno das nossas comunidades e buscarmos soluções.

Por José Zito do Nascimento

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