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Mudanças promovidas na Feira do Céu Azul não surtem efeito

Após promessas da Prefeitura Municipal de Valparaíso de Goiás, a Feira do Céu Azul, a primeira a ser criada e uma das mais importantes na cidade, está praticamente abandonada. As medidas prometidas em meados do ano passado de restaurar o local não foram cumpridas até hoje ou não surtiram efeito.

A prefeitura só fez foi destituir a organizadora e uma das fundadoras da feira, Maria Rodrigues Lima, reclamam alguns feirantes. Na época, a promessa da gestão era promover uma reformulação completa da feira, onde os feirantes seriam donos de seu próprio espaço por meio de uma parceria com o Sebrae.

Na semana passada a reportagem do Blog do Amarildo foi ao local para ouvir os feirantes e constatou que as promessas ficaram apenas no discurso. A opinião, praticamente unânime é de que falta tudo. As mudanças se resumiram tão somente a retirada, à revelia, das bancas de madeira, substituídas pelas feitas com estruturas metálicas desmontáveis ao custo, em média, entre R$ 500 e R$ 600, que saíram dos bolsos dos pequenos comerciantes.

Só que, com essas inovações, surgiu outro problema: não há espaço determinado para a maioria deles. Se quiserem trabalhar, tem que chegar muito cedo ou dormir no próprio local, para não perderem o ponto. O novo administrador da feira José Magalhães, mais conhecido por Zezinho, é criticado por vários feirantes por não interceder por eles para a implantação das benfeitorias exigidas para o local. Magalhães não foi encontrado pela reportagem na feira para falar das demandas.

Pagamos aluguel para o novo administrador, mas sem receber as benfeitorias. Muitos de nós não conseguimos faturar nem para pagar o aluguel. Isso aqui é terra de ninguém”, diz revoltado o conhecido feirante Artur, da Carne de Porco.

Uma feirante que vende calçados, que pediu para não ser identificada, e que já está há mais de três anos no local, disse que as coisas pioraram com a saída de Maria Rodrigues da administração da feira. Ela confirmou as denúncias e acha uma injustiça o que vem acontecendo. “No meu caso, não pago taxa ou aluguel porque comprei a banca. Paguei R$ 650 pelo ponto”, diz, acrescentando que no tempo da Maria as coisas funcionavam melhor.

Edileuza Lopes dos Santos Pereira, há 19 anos na feira, se queixa que as condições de trabalho pioraram depois da mudança das bancas de madeira pelas de estrutura metálica. “Eles mandaram a gente derrubar tudo e nos deixaram na mão. Não tenho como trabalhar aqui, pois trabalho com comida, lanches, e as bancas não tem um telhado, nada que nos dê condições de trabalho, incluindo água, o que me incomoda, já que a presença de fezes de pombos aqui é muito grande”, reclama, acrescentando que a falta de segurança é total.

Edileuza lembra que um projeto para instalar melhorias solicitadas e prometidas pela fiscalização da prefeitura há quase um ano para a feira e nada até hoje foi feito. O feirante Marcondes Ferreira critica que esse projeto só resultou em reuniões que não resolvem nada. “Corremos atrás, gastamos dinheiro e estamos esperando até hoje por essas providências”, diz irritado.

Por meio da assessoria, a Prefeitura de Valparaíso informou que um Banco de Alimentos está sendo construído na cidade, e que algumas pessoas não entenderam bem a proposta, que seria um recadastramento, e uma reorganização, o que foi feito. E que outras informações ficam a cardo da Administração do bairro Jardim Céu Azul. A assessoria diz ainda que com a divulgação das “melhorias”, muita gente de fora passou a vir de fora para vender dentro da feira, mesmo sem autorização.

A reportagem pretende ouvir mais pessoas, tanto da feira, quanto da Prefeitura de Valparaíso, em especial a Administração do bairro Jardim Céu Azul.

Reproduzido do Blog do Amarildo

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